Sinto-me sozinha, sinto-me vazia no meu quarto– deito – ouço o som das cadeiras batendo com o frio gélido – levanto - ando pela casa, vou até o quarto, à sala de jantar, à sala de estar, vejo na mesa meu “senhor”, com suas “letras miúdas” (costumamos chamar o jornal assim), olho para o outro lado, vejo minha “senhora” sentada na poltrona, tecendo, pontos encantadores de crochê! Volto para o quarto, vejo minhas lembranças, o silêncio me acompanha! Falta alguma coisa! Tudo me assusta, talvez a porta se abrindo, o gemido da noite que chega junto ao vento, que bate em meu rosto, na janela de meu quarto! Sinto-me sozinha, me sinto vazia ao perceber o congelamento das palavras em meus pensamentos, esperando serem liberadas – liberá-las para o silencio, as tornarão palavras ao vento! Escrevo por necessidade, e não por paixão, escrevo sem sentido, sem rumo, até onde irei parar? Uma imaginação fértil, talvez me imaginar livre, como a poesia, como a musica, são elas que me fazem companhia. De repente acordar e ver que eu... Eu ainda me sinto sozinha, me sinto vazia. Isso não e suficiente para me fazer parar! Até onde irei? Não sei. Não com esse maldito silêncio, essa maldita solidão. Sinto-me presa, me sinto atrofiada, neste universo, onde me sinto sozinha, me sinto vazia. Até quando? Até perceber que coisas insignificantes pra muitos, são a minha companhia! E mesmo assim, mesmo sabendo, que sou companhia pra tantos, eu ainda me sinto sozinha, me sinto vazia!
am. Lucas

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